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domingo, 13 de junho de 2010

Meio Ambiente - 9ª Semana

Desde muito cedo as crianças são extremamente curiosas acerca da natureza (animais, plantas...) e pelo seus fenômenos (chuva, vento...), por isso penso que o planejamento deve buscar atender as necessidades e curiosidades delas, procurando criar condições prazerosas e descontraídas para o seu desenvolvimento e aprendizagens significativas.
Oportunizamos aos alunos nesta semana três saídas de campo: visita ao horto florestal municipal, visita ao bananal ecológico e caminhada aos arredores da escola, sendo momentos em que eles possam construir suas idéias mediante as observações e experimentações e para que compreendam as transformações da natureza, atuação do homem sobre a natureza, descobrindo a contribuição de cada um para as ações sobre o meio ambiente, pois acredito que precisamos investir na educação dos alunos com a consciência voltada para o futuro.
Ao participarem de atividades realizadas nestes espaços naturais é possível perceber que apesar da pouca idade, eles já demonstram idéias conscientes à respeito do tema abordado.
Geralmente a criança desenvolve com mais sensibilidade o gosto e o amor pela natureza, por isso faz-se necessário conscientizar da importância de preservar o meio ambiente para nossa sobrevivência, colocando em prática no dia-a-dia, através de pequenos atos que servirão para estimular a mudança, a prática de atitudes e a formação de novos hábitos.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

PROJETOS DE APRENDIZAGEM

O Projeto de aprendizagem é um projeto que rompe os paradigmas dos modelos habituais de nossas escolas, ele permite ir em busca de nossas curiosidades, além de promover conhecimentos interdisciplinares. Ele deve nascer do desejo de aprender algo e despertar o interesse de todos os envolvidos. O foco desta metodologia de aprendizagem está centrada nos saberes do aluno (aprendizagem) e não do "ensino" (centrado nos saberes do professor) como tradicionalemnte acontece. Com o PA nos sentimos como agente do processo de construção do nosso conhecimento.
Neste semestre depois de muitas idas e vindas conseguimos concluir nosso projeto de aprendizagem que abordou o hábito de leitura dos adultos entre 20 e 30 anos da sede do município de Três Cachoeiras que nos permitiu construir alguns conhecimentos acerca do assunto (hábito de leitura) e da realidade que fazemos parte, através das entrevistas realizadas, onde constatamos que 93% das pessoas entrevistadas têm o hábito de ler e que a maioria faz por prazer e por necessidade, mas condicionadas a profissão que interfere na escolha da leitura. Podemos observar também que muitos jovens adultos dão preferência a leituras virtuais, não valorizndo a boa leitura impressa e que apenas 33% das pessoas entrevistadas têm o hábito de ler livros.
Conforme Iris Elisabeth Tempel Cost e Beatriz Corso Magdalen afirmam "só buscamos respostas quando temos uma pergunta, só procuramos alguma coisa quando sentimos necessidade" e foi a leitura que nos despertou interesse, porque não há dúvida que a leitura desempenha um papel fundamental, tanto a nível individual como coletivo, pois o indivíduo que lê está contribuindo para o seu enriquecimento pessoal e para sua compreensão de mundo.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

REFLEXÕES SOBRE EJA

Numa escola de EJA encontramos jovens e adultos com diferentes trajetórias escolares e às vezes nenhuma, geralmente menos favorecidos financeiramente que por alguns motivos como trabalho, reprovação, difícil acesso, pararam de estudar e resolveram retomar os estudos através desta modalidade.
Os jovens e adultos precisam romper as barreiras do preconceito quando decidem frequentar uma sala de aula, pois a sociedade ainda marginaliza o analfabeto. Eles sentem vergonha de frequentar a escola depois de adultos, gerando sentimentos de inferioridade e insegurança, e às vezes não acreditam na sua capacidade de aprender e ainda precisam ter disposição para irem a escola depois de enfrentarem um dia de trabalho.
É um público que apresenta uma linguagem que tem como base as experiências de vida e trabalho, de acordo com seu grupo cultural, porém o desenvolvimento é absolutamente singular para cada educando, visto que para alguns a linguagem escolar é difícil de compreender.
Seguindo a proposta da interdisciplina (saída de campo), realizando entrevistas com estudantes de uma instituição de ensino que oferece esta modalidade ( Capão da Canoa), pude constatar a realidade da EJA neste muncípio e dos alunos que a frequentam e relacionar com os textos abordados conforme relatei nos parágrafos anteriores.
Observei também que além das dificuldades pessoais, há também dificuldades relacionadas a escola como alguns programas e métodos voltados ao público infantil que precisam serem adequados a esse públido.
O professor que trabalha com EJA precisa combinar o currículo a ser cumprido com uma proposta diferenciada e específica para seus alunos, levando em conta de que para muitos desses alunos a EJA é a última alternativa para se manterem no espaço escolar.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

CULTURA SURDA

Através das leituras sugeridas pela interdisciplina de LIBRAS, juntamente com a realização das atividades propostas, passei a compreender melhor sobre a cultura e a comunidade surda, pois o conhecimento que tinha sobre o assunto era restrito.
Muitas pessoas ficam inseguras quando encontram uma pesso surda, sendo isso comum, pois todos nós podemos nos sentir desconfortáveis diante do "diferente" ou do "desconhecido", porém na medida em que passamos a conviver e a conhecer melhor estas pessoas esse desconforto torna-se menor, porque elas têm os mesmos sentimentos, as mesmas angústias, os mesmos medos, os mesmos direitos e deveres, as mesmas vontades que qualquer um de nós ouvintes.
Aprendi que na comunicação com uma pessoa surda, alguns detalhes são importantes como: usar um tom normal de voz, falar diretamente com a pessoa não de lado ou atrás dela, demonstrar expressão facial, fazer com que a boca esteja bem visível para facilitar a leitura labial e se souber alguma linguagem de sinais procurar usá-la.
Quanto à cultura surda percebi que ela tem suas particularidades, variações e diferenças regionais como as demais culturas existentes que devem ser respeitadas e valorizadas.
Entendi que a Língua Brasileira faz parte da cultura surda, que ela não é uma língua universal, possui diferenças de um país para outro, que foi criada e é usada pelos surdos para facilitar seu convívio, sendo que há sujeitos ouvintes que interagem utilizando libras para obterem uma melhor comunicação.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Educação de Jovens e Adultos

Antes de ler o Parecer CNE nº 11/000 para mim a educação de jovens e adultos era um ensino voltado somente para a alfabetização, porém após a leitura e de acordo com a parecer passei a entender que EJA é uma modalidade da educação básica com as etapas do ensino fundamental e médio e possui uma especificidade própria, tendo objetivo de criar situações de ensino-aprendizagem adequadas as necessidades educacionais de jovens e adultos, englobando coonforme citado no parecer, três funções: a reparadora, a equalizadora e a permanente ou qualificadora.
Percebi também que o docente da EJA além de ter as exigências de sua profissão, precisa estar preparado para lidar com pessoas adultas, trabalhadoras, responsáveis, com histórias de vida e experiências próprias que na maioria das vezes são educativas, por isso neceesitam de um currículo com base nestas experiências. Assim o vínculo entre trabalho e ducação, segundo o parecer, faz parte do currículo de EJA, pela própria condição do aluno como ser humano trabalhador.

Pedagogia de Comênio

Comênio foi o primeiro educador a criar princípios e regras de ensino e desenvolveu idéias avançadas para a prática educativa nas escolas, voltada para investigar e descobrir o método segundo a qual “os professores ensinem menos e os estudantes aprendam mais”, sendo este destaque uma grande preocupação nos dias atuais para que o aluno vá em busca do novo, num processo de descoberta, adquirindo novos conhecimentos, onde o professor deve levar em conta a realidade do contexto que estão inseridos, promovendo atividades que incentivem a curiosidade e a troca de informações. Ele destaca também o valor do bom relacionamento do professor e aluno como fundamento para a aprendizagem.
Percebo no cotidiano escolar elementos importantes da pedagogia de Comênio, como: as coisas devem ser ensinadas uma de cada vez, não sobrecarrego as aulas, parto do fácil para o difícil, pois não se deve ensinar nada que a criança não possa compreender, portanto deve-se partir do conhecido para o desconhecido. Oportunizo um ensino igual para todos, procurando motivá-los e utilizo de atividades lúdicas para enriquecer minhas aulas.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Aprendizagem na vida adulta

A aprendizagem consiste na modificação geral de aspectos cognitivos, afetivos, psicomotores e sociais do indivíduo.
É pela aprendizagem e nas relações com os outros que o homem constrói os conhecimentos que permitem seu desenvolvimento mental. Ela está relacionada a fatores externos como o desenvolvimento se relaciona a fatores internos. O aprofundamento teórico depende do caminho que seguimos e os fatores internos e externos se entrelaçam. Por isso, podemos afirmar que sem motivação que é um fator interno, não há aprendizagem.
No estágio da vida adulta isso também acontece, a aprendizagem é um processo pelo qual nosso comportamento é modificado pelos resultados das experiências que vivenciamos. O adulto passa por várias fases no decorrer de sua vida e cada uma traz deixa contribuições para o seu desenvolvimento.
Segundo Piaget, estou na fase operatório-formal, tenho maturidade para decidir, formar opiniões, analisar erros e acertos e pensar sobre meu próprio pensamento. Através das relações com a minha família, professores, colegas, amigos fui adquirindo conhecimentos e construindo minha personalidade, levando em conta as experiências que facilitaram minha aprendizagem ao longo das fases até alcançar a idade adulta.

Novo estímulo ao Projeto de Aprendizagem

Desde que iniciamos os trabalhos sobre os Projetos de Aprendizagens, vínhamos desenvolvendo o tema: Idiomas e Dialetos.
Primeiramente o assunto foi atrativo e o grupo estava empolgado, mas na medida que fomos fazendo as construções de certezas e dúvidas, começamos encontrar dificuldades de direcionar esta pesquisa para nossos objetivos.
Continuamos, fizemos o mapa conceitual e não ficou bom, precisávamos aperfeiçoá-lo, então o grupo diante dos obstáculos e juntamente com as professoras verificou que o tema não proporcionaria uma boa pesquisa e resolveu mudar o projeto para o "Hábito de leitura" direcionado para a população da sede do município de Três Cachoeiras.
O grupo está bem animado com a mudança e em pouco tempo já fizemos boas construções, iniciamos as entrevistas e estamos construindo o mapa conceitual.
Em breve postarei os resultados.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Escola e Democracia

Quando o exercício do poder privilegia o interesse público e a convivência em grupo, atingimos a democracia.
Atualmente, vivemos um momento de conquistas democráticas. Com isso, a gestão escolar incorporou em seu campo teórico e prático, os elementos norteadores de sua efetivação nas instituições de ensino e na sociedade em geral. A ação educacional foi percebida como um processo cultural, político e técnico-pedagógico que tem por função social a construção e a distribuição dos conhecimentos significativos para a construção da cidadania.
Essa ação educativa deve desenvolver-se de forma a buscar refletir e resolver os problemas reais da sociedade e das pessoas que nela vivem, porque a maioria da população tem na escola o único ambiente de enriquecimento cultural e político.
É preciso disposição daqueles que lidam com educação e implementar na prática. Isso significa rever posturas e competências, pois só pode propor o novo aquele que compreende as transformações sociais e trabalha na sua direção. Ao contrário daquele que assiste a tudo estagnado.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

PERGUNTAS - SEMINÁRIO INTEGRADOR

Após analisar o registro das perguntas, escolhi três para comentar:

- POR QUE EXISTEM DIFERENTES TIPOS SANGÜÍNEOS?

Considero essa pergunta produtiva porque me desperta curiosidade, me motiva a descobrir e entender mais sobre o assunto.
É uma pergunta complexa que nos remete a pesquisar, investigar e por estar relacionada ao nosso organismo se torna ainda mais desafiadora.
Adquirindo os conhecimentos sobre os grupos sangüíneos, percebemos a sua importância e é através dos exames de sangue que é feito um diagnóstico investigativo de várias patologias.
O sangue pode significar nossa saúde e a doença e com ele podemos obter o tratamento para algum mal.
Pesquisando também sobre terminologia e uso, tipagem sanguínea, fator Rh verificamos a compatibilidade para transfusões e reposições de sangue
que podem salvar vidas.
Enfim, é uma pergunta que aponta para novas perspectivas e abre espaços para atividades significativas.

- A BANANA TEM SEMENTE?
- QUALQUER PESSOA PODE APLICAR NA BOLSA DA VALORES?

Imagino essas perguntas serem pouco produtivas, pois envolvem respostas concretas ou seja, conceitos prontos.
As duas situações deixam claro que são perguntas objetivas, onde as respostas não exigem uma pesquisa muito avançada.

Lembrando que não existem perguntas "bobas", portanto podemos trabalhar em cima dessas perguntas aproveitando a oportunidade. A curiosidade nos estimula a querer saber mais, nos move ao aprendizado.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Estudos Sociais na Escola

Ensinar Estudos Sociais é levar o aluno a conhecer-se nas suas características e potencialidades, bem como situar-se no tempo e no espaço, reconhecendo seus limites para o desenvolvimento
da identidade e para a conquista da autonomia, tomando consciência do mundo de diferentes maneiras.
Na busca do conhecimento, com base na realidade que os alunos estão inseridos que devemos procurar adaptar os conteúdos, intermediando entre a quantidade mínima dos conteúdos para cada série exigidos pela supervisão e coordenação escolar, em problemas reais e atuais ou de acordo com o interesse coletivo para um determinado assunto.
Conforme cita Maria Aparecida Bergamaschi "... um planejamento aberto, que carrega em si a possibilidade de um ensino para a formação da cidadania crítica, em que os alunos possam participar de sua aprendizagem e do processo histórico que estão inseridos".

Ensinar Ciências com música

As ciências naturais tem por finalidade o desenvolvimento das competências que permitam a compreensão do mundo e a atuação como indivíduo e como cidadão, utilizando conhecimentos de natureza científica e tecnológica.
A integração das idéias científicas com as idéias que o aluno traz para a escola é fundamental para o avanço do conhecimento.
E foi na busca desse conhecimento que o Prof. Marcelo Vettori nos proporcionou na última aula presencial uma aula instigante "Ensinar Ciências com música".
A música nos despertou emoções e sentimentos e de forma prazerosa fomos nos envolvendo na atividade.
Com a letra da música dividida em fragmentos nos levou a socialização com o grande grupo e representar este fragmento através dos desenhos foi despertar a curiosidade e nossas habilidades.
Percebi que no segundo momento ou seja, com a outra música a sintonia do grupo fluiu melhor. As músicas falavam de natureza, vida, sentimentos... e com esta experiência posso afirmar que é possível uma aula de ciências com música.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

BIENAL

Apreciar a arte contemporânea também é uma arte e foi o que a Profª Ana Claúdia de Artes Visuais nos proporcionou com a visita a 6ª edição da Bienal do Mercosul.
As pessoas buscam enriquecer seus conhecimentos por meio dos conteúdos e das mensagens encontradas nas obras da Bienal. Entender essas mensagens, porém , requer uma reflexão crítica, mas o não entendimento delas não significa má vontade ou falta de capacidade, mas na maioria das vezes só é possível entender a obra ou o seu processo de criação quando é revelado pelo autor e por isso o mediador foi figura fundamental nesta visita.
Para mim foi gratificante ver tudo isso de perto, principalmente a mostra monográfica de Jorge Macchi no Santander Cultural, pois me senti envolvida em algumas de suas criações.
Como explica a Profª Ana nas propostas artísticas contemporâneas, o artista deixa de ser um criador para ser um propositor de situações que pedem a interferência do espectador.